Seis cidades têm problemas graves em Conselhos Tutelares no Bico do Papagaio, diz MPTO
MPTO deu prazo de 60 dias para que as prefeituras adotem medidas corretivas.
Inspeções do Ministério Público do Tocantins (MPTO) identificaram problemas estruturais e administrativos em Conselhos Tutelares de pelo menos seis municípios do Bico do Papagaio: Augustinópolis, Praia Norte, Carrasco Bonito, Esperantina, São Sebastião do Tocantins e Sampaio. As falhas, segundo o órgão, comprometem diretamente o atendimento a crianças e adolescentes na região.
As irregularidades foram constatadas durante visitas técnicas realizadas em fevereiro de 2026 e resultaram em recomendações expedidas pelo promotor de Justiça Elizon de Sousa Medrado, que deu prazo de 60 dias para que as prefeituras adotem medidas corretivas.
Falta de estrutura básica e sedes inadequadas
Entre os principais problemas estão a ausência de salas adequadas para atendimento individual, precariedade de equipamentos e até falta de itens básicos de funcionamento.
Em Praia Norte, a situação é considerada uma das mais críticas: o Conselho Tutelar funciona com estrutura precária, equipamentos defasados, ausência de identificação externa e necessidade de reforma completa do prédio, além da falta de materiais simples, como papel e canetas.
Já em Carrasco Bonito, o MPTO apontou a necessidade de adequação do imóvel e substituição de mobiliário, com compra de mesas, cadeiras e armários.
Nos municípios de Augustinópolis e Sampaio, a recomendação é mais ampla: transferir as sedes para imóveis adequados ou construir prédios próprios, com acessibilidade e estrutura compatível com o serviço.
Falta de controle, pessoal e transporte
Em Esperantina, foi identificada a ausência de controle de frequência dos conselheiros e a falta de motorista exclusivo. O problema se repete em Sampaio e Praia Norte, dificultando a realização de diligências e atendimentos externos.
Em São Sebastião do Tocantins, o MPTO recomendou a ampliação da equipe para garantir revezamento adequado dos conselheiros.
Também há fragilidades na segurança das unidades. Em Augustinópolis e Esperantina, o órgão orienta a contratação de vigilância com cobertura diurna e noturna. Já em Carrasco Bonito, foi recomendada a contratação de auxiliar de serviços gerais exclusivo para o Conselho.
Falhas afetam atendimento e gestão
O MPTO também determinou que todos os municípios implementem programas permanentes de capacitação para conselheiros tutelares e garantam participação do órgão na elaboração do orçamento municipal, assegurando recursos mínimos para funcionamento.
Além disso, recomendou a revisão da remuneração dos conselheiros, pagamento regular de diárias e criação de compensações para plantões e sobreavisos.
Para o Ministério Público, as falhas identificadas evidenciam fragilidades estruturais na proteção de crianças e adolescentes, exigindo ação imediata dos municípios para garantir o funcionamento adequado dos Conselhos Tutelares na região.
por: AF Noticias
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