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Homem recebe transplante inédito de braços e volta a abraçar a família após 23 anos

Islandês perdeu os dois braços depois de sofrer uma descarga elétrica de 11 mil volts; cirurgia histórica durou aproximadamente 15 horas.

Anônimo
12 de Agosto de 2026, 08:36 2 min de leitura
Homem recebe transplante inédito de braços e volta a abraçar a família após 23 anos

A história do islandês Guðmundur Felix Grétarsson voltou a repercutir nas redes sociais. Depois de viver durante 23 anos sem os dois braços, ele foi submetido a um transplante inédito e recuperou movimentos que lhe permitiram voltar a abraçar sua família.

O acidente aconteceu em 12 de janeiro de 1998, quando Félix tinha 26 anos e trabalhava como eletricista na Islândia. Durante um serviço em uma linha de alta tensão, ele sofreu uma descarga elétrica de aproximadamente 11 mil volts.

O choque causou queimaduras graves, inúmeras fraturas e ferimentos em órgãos internos. Félix permaneceu em coma durante três meses e, devido à gravidade das lesões, os médicos precisaram amputar seus dois braços.

Mesmo diante da nova realidade, o islandês não desistiu da possibilidade de recuperar os membros. Em 2007, ele conheceu o médico francês Jean-Michel Dubernard, considerado um dos pioneiros mundiais no transplante de mãos.

Alguns anos depois, Félix mudou-se para a França para iniciar os exames e a preparação necessária para uma possível cirurgia. A espera por um doador compatível durou cerca de cinco anos.

Cirurgia entrou para a história da medicina

O transplante foi realizado em 13 de janeiro de 2021, no Hospital Édouard Herriot, localizado em Lyon, na França. A cirurgia durou quase 15 horas e contou com a participação de uma grande equipe multidisciplinar.

No lado esquerdo, o transplante foi realizado na altura do ombro. No lado direito, a ligação aconteceu na parte superior do braço. Durante o procedimento, os médicos precisaram conectar ossos, artérias, veias, músculos, tendões, nervos e tecidos da pele.

De acordo com os Hospitais Universitários de Lyon, essa foi a primeira cirurgia do mundo envolvendo um transplante bilateral de braços nesse nível de amputação.

O abraço que esperou mais de duas décadas

Poucas horas depois da cirurgia, Félix iniciou uma extensa rotina de fisioterapia e reabilitação. A recuperação exigiu paciência e acompanhamento constante para que os nervos voltassem a transmitir sensações e movimentos aos membros transplantados.

Com o passar dos meses, ele conseguiu movimentar os braços, segurar objetos e realizar atividades simples do cotidiano. Uma das maiores conquistas foi poder abraçar novamente as filhas, os netos e outros familiares depois de mais de duas décadas.

Além dos movimentos, Félix recuperou parte da sensibilidade nos braços. Ele também passou a conseguir realizar tarefas como escovar os dentes, segurar objetos leves, vestir-se e passear com o cachorro.

Em janeiro de 2026, cinco anos após o transplante, o hospital francês voltou a acompanhar Félix durante sua avaliação médica anual. Sua recuperação continua sendo observada por especialistas e representa um importante avanço para a medicina.

Apesar dos resultados positivos, Félix precisa tomar medicamentos imunossupressores durante toda a vida para reduzir o risco de rejeição dos membros transplantados.

A trajetória do islandês tornou-se um símbolo de superação, persistência e esperança, além de mostrar como os avanços da ciência podem transformar completamente a vida de uma pessoa.

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